#37 Restaurantes | O Watt


No dia em que fiz 39 anos fui experimentar mais um dos espaços do fantástico Chef Kiko em Lisboa! Já falei aqui do quanto amei a Cevicheria, que se tornou tão só um dos meus restaurantes favoritos, pelo que devagarinho tenciono experimentar os restantes espaços deste Chef que tanto admiro e cuja linha gastronómica tanto aprecio. Se não estou em erro já são 6 e ainda só conheço 2 pelo que o melhor é apressar-me antes que abram mais! Mas vamos então falar do restaurante de hoje: O Watt!


Abriu em meados de Julho do ano passado, no edifício da EDP em Lisboa e dada a sua localização a escolha do nome não podia ser mais genial! Segundo entrevista à Time Out na altura da abertura, Kiko Martins afirma que o Watt:

"...É um sítio com uma onda mais saudável, não de modas, mas numa ideia de que como hoje trabalhamos muito com a parte física, temos de nos alimentar de forma diferente. N’ O Watt não tenho açúcares, não tenho fritos, manteiga, banhas. Quero que as pessoas acabem a refeição e se sintam com força, com energia. Como estou aqui [na sede da EDP] queria que tivesse a ver com energia.

Sabendo de antemão que vamos encontrar uma ementa recheada de coisas saudáveis, vemos reflectidas na mesma as inspirações do mundo a que Kiko já nos habituou, influencia de muitas das suas viagens pelo mundo que fizeram nascer o "Comer o Mundo". Uma abordagem culinária com inspirações de Itália, do Havai, de Espanha, do Peru, do Médio Oriente, do México, da Índia e do Brasil. Um misto de desafios aos sentidos que nos coloca apenas um desafio: a escolha!

Quanto a isso, entregámos-nos a 100% nas mãos de quem nos recebeu, e optámos por deixar que escolhessem por nós! 



Começámos por saborear um cocktail logo à chegada, o Ampere, com Gin, coentros e gengibre. Para quem como eu aprecia os 3 ingredientes, um casamento perfeito! 

Depois desta pausa inicial no bar, fomos conduzidos para sala de jantar até à nossa mesa. No trajecto fomos apreciando a beleza da decoração, com uma luminosidade intermédia predominância de verdes e muita cortiça o que confere uma acústica agradável uma vez que se torna um espaço muito tranquilo.


Mas voltemos à comida! Sugeriram-nos que optássemos pelo menu de degustação, composto por 3 entradas, 2 pratos e 1 sobremesa. Seguimos a sugestão, não sem antes dar na mesma uma vista de olhos pela lista repleta de descrições de deixar qualquer um de água na boca.


Enquanto aguardávamos pelas entradas, a Helena, a responsável pela nossa mesa, trouxe-nos um delicioso couvert com papadum e red flat bread, molho de legumes grelhados da Catalunha e um maravilhoso Tzatziki da Grécia. Sou suspeita porque adoro Tzatziki, mas a verdade é que a combinação dos pães com estes dois molhos era perfeita, pese embora a ter que escolher um optaria sem dúvida pelo Tzatziki. A acompanhar, o já nosso conhecido Tinto O Talho que mantivemos ao longo da refeição.



Passámos em seguida para as entradas do menu de degustação. Começámos pelo famoso Tomate Bio com Burrata, um ex libris, simples e tão delicioso que só de pensar nele quase lhe sinto a textura e o sabor. Sou fã de burrata e a verdade é que a melhor combinação que já provei foi mesmo com tomate, sendo que este é um tomate de qualidade superior que faz toda a diferença no resultado final.


Seguiu-se o Poke de Atum, confesso que o que me deixou mais curiosa porque sou doida por este tipo de prato e que claramente não desiludiu. Ingredientes fresquíssimos muito bem temperados com o molho Ponzu, sésamo e abacate. Uma textura fabulosa e um sabor harmonioso.

No que respeita à categoria de entradas, terminámos com Cogumelos e Couve Flor, onde destaco o toque da espuma de couve flor e da gema trufada que fazem com que uma simples entrada de legumes tenha um brilho único.


No que respeita aos pratos, um de peixe e outro de carne: Espetada de Polvo Galega e Borrego Médio Oriente. A espetada de polvo vinha no ponto e o acompanhamento equilibrava perfeitamente o prato, cevadinha com mexilhão e camarão, e ervilha torta.



Pessoalmente gostei muito do prato de peixe apenas por 1 motivo: não sou particularmente fã de borrego. Porém, provei este e para além de uma consistência muito macia o sabor também era bastante agradável. Gostei ainda mais dos acompanhamentos Grão de Bico e espargos e um molho de iogurte delicioso.



Para finalizar a degustação, um prato super agradável, e doce, mesmo que sem açúcar: Abacaxi, iogurte e pinhão, um abacaxi grelhado que acompanha com Sponge cake de pinhão e Gelado de Iogurte.


À saída ainda parámos a apreciar a organização da cozinha, sempre em grande azáfama, onde desde a preparação de ingredientes ao empratamento tudo é feito com rigor. 


Obrigada Watt! Gostámos muito e vamos voltar com toda a certeza! E agora, tenho que escolher o próximo restaurante deste grupo a experimentar! Querem sugerir?


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