# Crónica 3 de 2018 | Quando é que devemos começar a preparar os filhos para a escola?


Com a entrada do ano de 2018, cá por casa sentiu-se como que um peso de crescimento em cima do Daniel e da Carolina. Começaram a interiorizar que vão fazer 6 anos este ano, que estão crescidos e que vão para a escola. Comecei a notar comportamentos de independência, como quererem atar os atacadores ou limpar o rabo na casa de banho, e conversas sobre o futuro e sobre como vai ser a rotina nessa altura. Por isso, hoje falamos sobre a entrada para  a escola, e quando devemos começara preocupar-nos com a preparação para essa fase.

A entrada na escola é sempre um momento mágico pois assinala o início de mil aprendizagens e experiências maravilhosas. 

Claro está, que também significa preocupação e preparação. Por isso, quando é que devemos começar a preparar os filhos para a escola? 

A resposta é simples: quando eles, os filhos, ou nós, os pais, sentirmos essa necessidade. 

No caso dos filhos, é quando eles começarem a falar disso vezes e vezes sem conta. No nosso caso, dos crescidos, é quando começarmos a pensar muito nisso ou quando o contrário, estivermos “muitooo” à vontade com o tema (daqueles “muito à vontade” que é de desconfiar porque parece mais uma negação da realidade que aí vem). Ok. Esta parte já percebi. 

E então, quando eu sentir que está na altura, como é que eu começo a preparar a entrada na escola? 

Aqui ficam algumas estratégias bem simples e divertidas: 

1. Lista de “compras” de competências 

Que competências tenho que adquirir ou desenvolver para a entrada na escola? Por outras palavras, o que tenho que aprender ou melhorar e que vai ser preciso “levar” para a escola? 

Por exemplo: conseguir estar sentado, saber levantar o dedo, ouvir o que o adulto diz, saber realizar uma tarefa que o professor diz, estar atento, conseguir estar concentrado, arrumar a mala, não perder as coisas, saber identificar o material, etc, etc, etc 

2. Jogo “A Lebre e a Tartaruga vão para a Escola” 

Este jogo criei eu há 5 minutos atrás, para esta crónica, e é basicamente uma estratégia divertida e envolvente para se ir chegando às ditas competências acima nomeadas. 

Depois da lista (um conceito vertical), vem o tempo e as etapas (um conceito longitudinal). É o cruzamento da lista com o tempo que vai permitir ir chegando lá. 

O jogo é uma metáfora para mostrar que há um caminho a fazer, com obstáculos e desafios, uma corrida entre o nosso lado lebre, aquele saltitão e bem-disposto mas também preguiçoso, e o lado tartaruga, aquele mais lento ou mais calmo e persistente. 



3. Entrevistas “como é que foi a tua entrada na escola?” 

Desafiem os vossos filhos a brincarem de jornalistas fazendo entrevistas a adultos próximos ou com que se cruzem no dia-a-dia, sobre o tema da entrada na escola. 

Podem até fazer um guião de perguntas (neste caso, antes de se aprender a ler e a escrever, o guião pode ser feito com desenhos.

Acima de tudo, divirtam-se e recordem-se que é bom crescer e partilhar a vida! 


Abraço, 

Hugo Santos, Psicólogo 

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