#21 Crónica | Explosões emocionais dos Pais – Dicas Parte III


Depois de termos falado das explosões emocionais dos pais, crónica que podem ler aqui, e de continuarmos o tema desenvolvendo estas estratégias para as conseguirmos controlar, hoje falamos nos padrões em que nos podemos ou não enquadrar enquanto pais. 

Como tinha anunciado na última crónica, desta vez irei falar sobre alguns dos padrões de interacção negativos mais comuns nas repetidas explosões emocionais parentais.

Assim, aqui estão 3 tipificações de padrões negativos, que serão de evitar:


1. Padrão crítico

Este padrão retrata o tipo de pais que são excessivamente exigentes com os filhos, focando-se nos resultados e na crítica.

As explosões emocionais surgem perante o erro ou a falha, ou perante resultados aquém das expectativas parentais, e são vistas como “formas de ensinamento”.

Frases típicas: “Se o teste correu mal foi porque estudaste pouco”; “Se o teste correu mal foi porque a professora não te ensinou como deve de ser”


2. Padrão protector

Este padrão caracteriza os pais que são excessivamente protetores, desculpabilizando os comportamentos dos filhos ou retirando-lhes a autonomia.

As explosões emocionais ocorrem por omissão ou inversão, com respostas afetivas em momentos desadequados e dificuldade em dizer “não”, ou auto-crítica parental.

De forma mais ténue, aqui também encaixam os padrões compensatórios parentais que servem para compensar a culpa que sentem por falta de tempo, paciência ou outra falha que se auto-atribuem.

Frases típicas: “De certeza que o teste te correu bem”; “A nota do teste vai ser boa porque estudámos muito para o teu teste” 


3. Padrão ambivalente

Este padrão é a mistura dos dois anteriores, mas com alterações repentinas, do tipo passivo-agressivo.

As explosões surgem como ilusoriamente “educativas” e alternam com o padrão mais romantizado.

Estes 3 padrões são comportamentos mais extremados sendo mais comum, estatisticamente, termos um bocadinho de cada um deles.

Não há problema nisso. O importante é termos consciência disso e irmos sempre melhorando J


Abraço,

Hugo Santos, Psicólogo

Escola para Pais
Psicologo.pt

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