# Dicas para mães | Tratar da saúde aos piolhos em 10 passos


Hoje abordo um tema que só de escrever me provoca comichão: Piolhos! Tive piolhos uma vez na vida, em miúda quando andava na escola primária e a verdade é que nunca mais me esqueci da sensação. Até agora a Carolina e o Daniel não apanharam, e a minha preocupação é proteger particularmente a Carolina com os seus cabelos compridos desse drama! Umas semanas antes das férias houve meninas da sala deles que apanharam mas felizmente não veio nenhum cá para casa, mas na semana passada soube que há novamente crianças do colégio que têm, embora para já apenas no ATL, e como a maioria das amigas deles do ano passado estão no ATL e eles brincam juntos no recreio decidi prevenir-me!


Nesta altura do ano há maior propensão para a proliferação de piolhos. O calor e a humidade próprias da estação são o meio desejado pelos bichinhos, e nas escolas e colégios o aglomerado de crianças  que passam parte do dia fechados numa sala ajudam ainda mais.

Mas antes de pensarmos no que devemos fazer para minimizar a hipótese de contaminação, vamos lá a saber exactamente o que são os piolhos! O piolhos são pequenos parasitas com 6 patas, com dimensões de cerca de 0,5 a 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro.  Vivem no couro cabeludo e no cabelo, alimentando-se de sangue, resíduos da epiderme e secreções sebáceas.

O contágio dá-se por contacto directo com a cabeça de outra criança infectada, ou com a partilha de escovas, pentes, chapéus, elásticos de cabelos… coisa muito comum nas crianças. Reproduzem-se por meio das lêndeas, que são pequenos ovos milimétricos, que se encontram presos aos cabelos, junto ao couro cabeludo. 

1. Se vir o seu(ua) filho(a) a coçar muito a cabeça ou o pescoço, ou com uma irritação na nuca ou no pescoço (eczema), é o sinal de alerta! Inspeccione de imediato a cabeça, de preferência num local onde tenha luz do sol para facilitar a análise, não esquecendo os locais mais frequentes: a nuca, e atrás das orelhas. Este exame deve ser repetido no mínimo semanalmente.

2. Inicie de imediato um  tratamento utilizando uma loção ou shampô pediculicida (que mata os piolhos). Existem uma vasta oferta de produtos nas farmácias, que utilizam compostos químicos, ou que matam por asfixia. Siga sempre as indicações do produto, e repita o tratamento 7 dias depois. Paralelamente poderá recorrer a secadores de cabelo [está provado que o ar quente faz com que o piolho ao perder a humidade, desidrate e morra], e a pentes electrónicos para complementar a remoção de piolhos e lêndeas [Este é um pente com dentes de metal carregados alternadamente com corrente positiva e negativa alimentados por uma bateria pequena. Quando o pente é usado no cabelo seco, os piolhos fazem contacto com vários dentes do pente, fechando o circuito e recebendo uma carga eléctrica.]

3. Remova as lêndeas diariamente usando um pente de dentes metálicos finos, durante o tratamento, e nas semanas seguintes. 

4. Inspeccione as cabeças das pessoas que vivem na mesma casa. Irmãos, pais, avós quando partilhamos os mesmos espaços todos estamos expostos à contaminação.

5. No caso de haver mais pessoas contaminadas, o tratamento deve ser realizado ao mesmo tempo em todos.

6.  Roupas de cama e toalhas bem como as roupas usadas nas últimas 48 horas devem ser lavadas a
temperaturas elevadas.

7. Brinquedos [em particular de peluche] e roupas que não puderem ser lavados a altas temperaturas devem ser colocados num saco fechado durante 2 semanas. Os piolhos não sobrevivem por mais de 24 a 48h fora da cabeça pelo que assim elimina-se a possibilidade de re-contaminação.

8. Aspirar cuidadosamente sofás, almofadas, mantas e cobertas de zonas comuns da casa assim como as cadeirinhas dos automóveis.

9. Avisar imediatamente as professoras / educadoras, para que estes avisem os Pais das outras crianças. Se as crianças infectadas não forem todas tratadas, a infestação pode levar meses a resolver!

10. Sensibilizar as crianças para o tema ensinando que não deve partilhar objectos pessoais que estejam em contacto com a cabeça das outras crianças (escovas, pentes, chapéus, capacetes…), e convencendo as meninas a andarem de cabelo apanhado.


Cá por casa andamos alerta, e por prevenção a Carolina já sabe que pelo menos durante esta primeira semana tem que ir todos os dias de cabelo apanhado de uma forma que eu adoro [e todos cá em casa] mas que ela detesta. Chamamos-lhe totó de bolinha e consiste em fazer um rabo de cavalo no topo da cabeça e depois enrolá-lo sobre si mesmo. Acho que ela fica linda mas por alguma razão, ela não concorda! Ontem quando chegámos soltei-lhe o cabelo, sentei-a ao sol e fiz uma inspecção cerrada! Até agora nada, mas não vou facilitar! E por aí? Há ou já houve crises de piolhos?

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