# Dicas para mães | Diferenças de género


Ter dois filhos de sexos diferentes exactamente da mesma idade permite avaliar as diferenças de género de forma mais efectiva. Desde cedo se notaram grandes diferenças entre ele e ela, diferenças essas que se têm vindo a acentuar com o crescimento. Mas será que isto é inato ou é condicionado por nós adultos, pelas formas que quase inconscientemente usamos para os influenciar a seguir os estereótipos da sociedade?

Li este artigo no Expresso sobre um projecto fotográfico muito interessante! Kirsten McGoey desenvolveu este projecto fotográfico, que começou com os seus próprios filhos, precisamente sobre este tema.

#aboycantoo traz-nos imagens de rapazes a fazerem coisas que estereotipámos como sendo "coisas de menina". Espreitem aqui as imagens do projecto e digam-me o que sentem? Vêem apenas crianças a brincar, a experimentar coisas novas, ou sentem que algo não está bem com a fotografia.


Ler este artigo e ver estas imagens deixou-me a pensar. Não foi só uma ou duas vezes que o Daniel me pediu para pintar as unhas, para pôr maquilhagem ou para fazer totós como o mana. Normalmente e quase que em modo automático, respondo que são coisas de menina e acabo com a conversa. Mas estarei a agir da melhor forma?

Cá em casa somos tudo menos preconceituosos e não ligamos nada a estereótipos como os das cores de menino ou de menina ou outros que tanto se generalizam. Mas parece que se pararmos para pensar conseguimos encontrar uma ou outra coisa em que até nós nos deixámos envolver nesta teia de diferenças de género que se encontra enraizada na sociedade.

Depois de pensar sobre isto, decidi que daqui para a frente o Daniel pintará as unhas se assim lhe apetecer fazer, poderá encher a casa de maquilhagem, usar ganchos e bandoletes ou vestir os vestidos da irmã. Afinal, de que forma mais natural se pode brincar do que a brincar ao faz de conta?

Devemos dar aos nossos filhos a oportunidade de experimentar, de brincar, de testar tudo o que eles queiram fazer e que não constitua um perigo imediato. Só assim os poderemos fazer crescer com capacidade de escolha. 

3 comentários:

lara disse...

Olá,
Este é um assunto que me diz muito. Tenho um menino com 5 anos que gosta imenso de brincar com a barbie (oferecida pela prima) ou com uma sereia (comprada por mim, mãe). Ao mesmo tempo que gosta igualmente de jogar à bola ou brincar com legos dos super heróis, coisa que deixa o meu marido muito "orgulhoso".
Eu sempre o deixei brincar com o que ele quer, já lhe pintei as unhas, já o deixei usar a minha maquilhagem, enfim, ela brinca com o que quer. O pai e eu temos muitas discussões sobre o tema porque, lá está, ele acha que o nosso menino não deve brincar com as coisas "supostamente" de menina.
E não vejo um fim a isto, a não ser, o nosso filho com a idade se comece a desinteressar pela barbie ou pela seria.
Já lhe expliquei, que, se fosse uma menina a brincar com carros ou a jogar à bola, ele não ia sequer ter esta postura....mas não desisto porque quero é ver o nosso filho feliz e que, principalmente, não cresça com este tipo de preocupações.
Obrigada pelo tema!

Ninean disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ninean disse...

Não podia estar mais de acordo com este post. E já no ano passado tinha pensado neste assunto com a controvérsia com o filho da Adele e o vestido de princesa. Tenho um filho com quase 5 anos que por acaso nunca mostrou interesse em brincar com bonecas, usar saias ou pintar as unhas, mas adora ver desenhos animados de fadas e princesas e uma vez disseram-lhe que era coisa de meninas, imediatamente pedi (exigi) à pessoa que ficasse calada e respondi que são todos para crianças, meninos ou meninas e que era muito melhor ver aqueles do que desenhos de lutas e guerras e armas! Agora tenho uma filha de 5 meses que raramente usa roupa cor de rosa porque herdou a roupa do irmão, e não tenho problema nenhum com isso.