Crónica #3 | Upgrade Parental para 2017


Em jeito de desejos para 2017, tudo o que preciso e peço, para além da saúde, é que a paciência e o tempo me ajudem a ser sempre melhor mãe. Sou daquelas que nunca estão satisfeitas consigo mesmas, e sei que muitas vezes sou demasiado exigente e talvez até ríspida com estas duas crianças, esquecendo que só têm 4 anos. Por isso, as minhas decisões para 2017 passam por tentar seguir estas dicas do Hugo e fazer o meu Upgrade Parental!


Ano Novo, Vida Nova. 
Está a chegar 2017 e a  lista de coisas a fazer no novo ano vai aumentando.

Assim, trago-vos algumas sugestões para acrescentar às resoluções para o novo ano. Em 2017, como é que posso ser um melhor pai ou mãe?

Dica 1: “Vou-me culpar menos”

Como? À frase “não há pais perfeitos”, acrescente o “ainda bem!!!” (Sim, com três pontos de exclamação).

Vamos assim reconfigurar o significado da frase atribuindo uma conotação positiva. De facto, ainda bem que não há pais perfeitos porque ser pai ou mãe é mesmo para ser uma aprendizagem, um crescimento, um ser mais.Por isso, nada de culpas.

Dica 2: “Vou ralhar menos”

Os pais e mães demasiadas vezes ralham muito com os filhos. Ralham, ralham, ralham. 

Ok, é para o bem deles. Mas vamos ralhar menos em 2017. Podemos manter o objectivo e alterar a estratégia para uma que consuma menos energia e seja mais eficaz.Por isso, nada de desculpas.

Dica 3: “Vou elogiar mais”

Aqui podemos ser mesmo “gastadões”. Vamos gastar e gastar elogios sem mais parar. Elogiar o filho, elogiar a filha, elogiar o pai, elogiar a mãe. Elogiar!

Elogiar é também para o bem deles. E é pela positiva porque em vez de apenas contrariar um comportamento como o ralhar, promove um comportamento adequado e pela positiva.

Dica 4: “Vou brincar mais”

Sim, esta dica é para os pais. Quem disse que brincar era só para as crianças? Brincar é para todas as idades. 

Brincar é uma forma de estar, onde não só ficamos mais abertos ao brincar com os nossos filhos, que adoram partilhar brincadeiras e divertir-se com os pais, como igualmente levamos a coisa com mais desportivismo e não com exagero. Brincar é sorrir.

Dica 5: “Vou ser também pessoa”

Para além de pai e mãe, somos pessoas. Ou seja, somos uma multiplicidade de papéis numa identidade alargada. 

Eu sei que ser pai é bom e é muito confortável ficar ali a curtir a parentalidade, nem que seja no hábito “Tuga” do queixume. Mas vamos ser pessoas também. Nem que seja pelo facto de ser importante para os filhos aprenderem esse modelo, de que mesmo um pai ou uma mãe continuam a ser pessoas.
 
Bom Ano Novo :)

Hugo Santos 
www.psicologo.pt


Podem ler as primeiras dicas do Hugo sobre como gerir as expectativas dos nossos filhos em relação aos presentes de Natal, aqui, e sobre estratégias para apaziguar brincadeiras mais agressivas aqui.

[Ah! E muito importante! O Hugo foi pai de uma menina há 2 dias - a Alice! Vamos todos dar-lhe os parabéns!]

1 comentário:

HappyMom disse...

Gostei muito. Por aqui ainda estou numa fase mais calma com um bebé de apenas sete meses. Mas faz parte das minhas resoluções para 2017 crescer como mãe numa perspectiva positiva... E que nunca me falte o tempo para muitas brincadeiras com o baby :)