Parar! [Quando teimamos em não ouvir os sinais, o corpo encarrega-se de nos obrigar!]


Quem passa por aqui regularmente já se apercebeu que, nestes últimos dias, estive completamente ausente. O motivo não foi dos melhores, mas foi mesmo uma necessidade. Sempre defendi que o nosso corpo fala connosco, e quando teimamos em não o ouvir, ele arranja formas mais bruscas de nos obrigar, e foi exactamente isso que aconteceu comigo.


Este registo que tenho tudo nos últimos meses de acumular de trabalhos, sentada ao computador dia e noite, a treinar nas horas de almoço e com uma agenda mega preenchida, acompanhado obviamente do tempo que o Daniel e a Carolina requerem e que tento ao máximo não "beliscar", fez com que começasse a ter sérios sinais de que devia parar, ou pelo menos abrandar. 

Como apesar desses sinais decidi fazer "orelhas moucas", chegou o dia em que o corpo me pregou uma rasteira e me forçou a parar. Acordei um dia sem me conseguir mexer, com umas dores terríveis na coluna lombar que faziam com que o simples movimento de me pôr em pé fosse um suplício. Ortopedista, osteopata, medicação, tratamentos... acabou por se descobrir que as causas são várias, possivelmente relaccionadas. e que exigem que abrande mesmo o meu ritmo. Para além do diagnóstico obtido pelo TAC lombar que fiz - hérnia discal L5/S1 paramediana direita, que pensava eu ser a principal causa das minhas dores, foi-me ainda diagnosticado síndrome do piramidal, uma disfunção causada pela compressão do nervo ciático ao nível do músculo piramidal da bacia. O músculo piramidal é um músculo alongado, em forma de pirâmide, localizado na bacia, o qual se estende desde a base do sacro até ao topo do fémur. Se este músculo ficar tenso, pode exercer pressão excessiva sobre o nervo ciático e causar dor que pode irradiar ao longo do membro inferior, causar dormências e falta de força. O tratamento implica a normalização do tónus muscular do piramidal e correcção das alterações posturais ou bloqueios articulares que podem contribuir para a sua disfunção.

Face a este diagnóstico, andei a tentar aguentar-me até 4.ª feira da semana passada, recorrendo às mãos milagrosas do osteopata que me tem estado a tratar, porque tinha uma apresentação para fazer no trabalho. Depois de cumprir com o compromisso profissional, tirei um dia de férias na 5.ª feira para ficar em repouso, o que juntamente  com o fim de semana prolongado, me ajudou bastante a melhorar. Não estou a 100%, nem sei quando será possível estar, mas para já, vou tentar aguentar-me assim sem ter que recorrer a baixas médicas. Abrandar é a palavra de ordem, e isso implica também passar menos tempo ao computador, uma vez que, a posição é péssima. Vou tentando escrever alguns posts com iPad à noite na cama, mas se estiver menos participativa, já sabem o motivo!