Festejámos o 4.ª aniversário dos gémeos em 3 dias!


E hoje venho contar-vos tudo sobre o primeiro! Como muitos de vós saberão, o nascimento do Daniel e da Carolina teve uns contornos pouco comuns. Para além de terem nascido em dias diferentes, houve mais uma série de circunstâncias fora do normal [se quiserem saber os detalhes podem ler tudo aqui]. Mas a situação que mais mexe connosco, é o facto de terem nascido em dias diferentes. Mexe connosco por ser difícil de gerir, este ano por exemplo, a Carolina chorou no dia 18 de manhã porque não conseguia perceber porque é que ela só fazia anos no dia seguinte e não podia fazer com o mano. Acabou por entender e aceitar, e no dia seguinte achou muita piada ser o dia dela fazer anos, mas foi preciso gerir a crise! Regra geral, o que acaba por acontecer é que festejam os dois, dois dias!


Este ano tivemos a sorte de fazerem ambos anos a um fim de semana. Optámos por fazer a festa no domingo, porque não faria sentido que festejássemos o aniversário antes do dia real do aniversário da Carolina, por isso no sábado, decidimos fazer um programa diferente com eles.

A manhã foi passada em casa, a três, porque o papá foi participar no Amoreiras Challenge Up 360ºC. Brincámos, jogámos jogos, vimos filmes e fizemos um bolo! Não tínhamos previsto um bolo para sábado, mas claro que, com 4 anos, aniversário é sinónimo de cantar parabéns, pelo que pediram-me um bolo! Fizemos um pão de ló, recheámos com morangos e chantilly e deitámos por cima o restante chantilly. Pusemos o Rubble e a Sky em cima e improvisámos um bolo da patrulha pata! Eles ficaram felizes, porque para além de haver um bolo para cantar os parabéns depois do almoço, era um bolo da patrulha pata e que eles tinham ajudado a fazer! [Não ficou nada bonito, mas ficou óptimo!]


Depois de almoçarmos os quatro, despachámo-nos para sair. A ideia era dar um passeio por Lisboa e levá-los a fazer uma coisa que nunca fizeram: Andar de eléctrico! Tínhamos decidido andar no 28, por ser um eléctrico com carisma de uma carreira que passa em sítios bonitos, e após a consulta do site da Carris, verificámos que o melhor sítio [achávamos nós] para o apanhar, seria o Largo de Camões. Foi para lá que nos dirigimos, estacionámos no parque de estacionamento subterrâneo e fomos para a paragem. Esperámos um bocado, porque havia uma manifestação a descer para o Cais do Sodré e foi preciso esperar que o trânsito reabrisse, mas quando o eléctrico veio, para além de já vir muito cheio, ainda tínhamos uma fila significativa à nossa frente. Ficámos sem saber bem o que fazer, mas tudo o que não nos apetecia era ficar ali tempos esquecidos. Olhamos em redor, e quase que de forma providencial, avistámos um tuk-tuk um pouco mais à frente. Fomos ter com o motorista, numa tentativa de perceber quanto nos cobraria para fazer um percurso aproximado ao percurso do eléctrico 28. Explicámos que era o aniversário dos miúdos e que tínhamos ficado frustrados com a confusão para conseguir levá-los a andar de eléctrico, pelo que estávamos a considerar a hipótese de fazer o passeio em tuk-tuk. Face a toda esta realidade, e ao facto de não sermos turistas, o motorista pediu-nos um valor que considerámos aceitável, e embarcámos no que para os miúdos foi uma aventura!



Tivemos a sorte de apanhar um motorista muito simpático e disponível, que se fartou de conversar connosco, partilhou histórias, contou pormenores de história de Lisboa que desconhecíamos. O Filipe, é uma pessoa de bem com a vida, que acredita que tudo tem um equilíbrio, e mesmo um acontecimento que à partida nos pode parecer mau, tem certamente o seu propósito e o equilíbrio da vida irá encarregar-se de nos mostrar exactamente isso! O Filipe foi de uma simpatia e disponibilidade inqualificável. Levou-nos aos miradouros mais bonitos da cidade, tirou-nos fotografias, levou-nos a beber um café e a comprar águas para o Daniel e a Carolina.




Quando chegámos a Alfama, estacionou o tuk-tuk e saiu connosco a pé pelas ruas. Por ainda nos encontrarmos em época de festas de Lisboa, tudo no bairro estava engalanado. Havia música por todas as ruas, cada cantinho era uma tasquinha e os moradores já estavam a atear o carvão, a grelhar pimentos para as saladas ou a montar as mesas para servir os jantares. As pessoas mais idosas seguiam toda a movimentação das suas janelas, interpelando quem passava e trocando dois dedos de conversa. Um ambiente delicioso! Passámos um bom bocado da tarde a passear a pé por Alfama e foi realmente um passeio que valeu muito a pena! Ficou a vontade de nos sentarmos numa daquelas mesas corridas, pedirmos uma salada mista  e um peixe grelhado e ficarmos por ali, neste ambiente de festa, até longas horas da madrugada. Não o fizémos porque os planos eram outros! Depois do passeio a pé, terminámos a volta de tuk-tuk rumo ao local de partida, pela Baixa Pombalina.













O tempo que tínhamos combinado para a duração do passeio tinha sido largamente excedido, mas nem nós, nem o Filipe nos apercebemos. Foi realmente um passeio óptimo!

Se nunca andaram de tuk-tuk por Lisboa, quando puderem, não deixem de o fazer. É uma excelente forma de visitar a cidade, leva-nos a locais menos acessíveis e onde só conseguimos chegar facilmente a pé, e no caso particular deste em que andámos, por ser eléctrico, é silencioso, pelo que permite ter uma grande interacção com o motorista, o que nos traz um valor acrescido ao passeio. Se decidirem fazer um passeio destes, mandem-me um email que tenho todo o gosto em passar o contacto directo do Filipe.

Depois do passeio, e já a caminho do carro, deparámo-nos com um concerto de música ao vivo em pleno Largo de Camões. Não sei o nome da banda, mas seria certamente uma banda de covers, que cantava na altura em que passámos uma "Menina Estás à Janela" versão UHF. A Carolina, que adora a música original, parou imediatamente, dirigiu-se para a frente do palco e não quis arredar pé! O difícil foi conseguir tirá-la de lá, porque queria sempre "só mais uma mamã!" e dançava na primeira fila feliz da vida! A nossa sorte foi que umas três ou quatro músicas depois, o concerto acabou, e lá conseguimos regressar ao carro!





Terminámos o dia com um jantar num restaurante que nos é muito querido, o Bobo da Corte no Castelo de Palmela. [Podem ler o nosso post sobre este restaurante, aqui]. Regressámos a casa com dois miúdos felizes, e ansiosos por mais um dia de festa!

1 comentário:

Ana Filipa Matos Silva Oliveira disse...

Há pessoas que trazem cores lindas às nossas histórias. Quando for a Portugal e andar de tuk-tuk, quero o Filipe como condutor :-) Ou pelo menos, um Filipe, que nao só trabalha, como serve os outros. O dia, pelas fotos, parece ter sido realmente cheio e feliz. Parabéns!