E a Norte, onde dormir?


No primeiro fim de semana deste mês, fomos até ao Norte do país, a propósito do Douro Granfondo. O Douro grandonfo é um prova de bicicleta de estrada de renome, que reuniu cerca de 3000 ciclistas numa dura prova que partiu e terminou na Régua. Como cá por casa há um ciclista que adora estes eventos, este ano, pela primeira vez, foi participar! Os alojamentos na zona da Régua estavam todos lotados, pelo que, aproveitámos para ficar um pouco mais afastados e conhecer uma zona giríssima: O Vidago.


Antiga vila termal, pertencente ao concelho de Chaves, o Vidago é uma terra famosa pelas suas águas termais e pelo centenário Vidago-Palace Hotel com os seus sumptuosos jardins. As águas de Vidago, em particular as da nascente n.º 1, tem uma alcalinidade superior a qualquer outra água portuguesa. Na Europa só há outra estância, onde se dão injecções de água viva, Uriage (França). Tais injecções são intramusculares, para a cura de eczemas, urticária, bronquites, asma, etc. Depois de passar uma fase de baixa da procura de termas, o Vidago vê agora o começar de  uma nova vida, com o renascer das termas e a futura inauguração do seu novo balneário termal. Uma terra que outrora tinha muito movimento, tem hoje em seu lugar edifícios abandonados e poucas pessoas a circular pelas ruas.


Foi neste cenário emblemático que encontrámos o Primavera Perfume Hotel, uma recomendação da Odisseias. Um edifício recente, construído aproveitando um edifício antigo, que se tornou numa das alas do hotel, com uma excelente localização e onde fomos muito bem recebidos!

Neste hotel, somos tratados como se fossemos família. Aliás, ainda não tínhamos chegado e já nos tinham cativado pela simpatia. Como a saída de cá foi a uma sexta feira depois do trabalho, saímos muito mais tarde do que gostaríamos. A viagem, de cerca de 4 horas, revelou-se um desafio depois de uma semana de trabalho e do cansaço acumulado. A meio caminho, decidimos que o melhor era fazermos uma paragem em Santa Maria da Feira para jantar. Temos uns amigos que vivem lá, e com um telefonema combinámos tudo! Mas, à chegada, e com as saudades para matar, esqueci-me completamente de telefonar para o hotel a avisar que chegávamos tarde. Na ausência de notícias, e porque não tinha o nosso contacto telefónico, a querida Arminda procurou a página de facebook do blog, e enviou-me uma mensagem. Liguei-lhe imediatamente a confirmar que íamos a caminho mas que íamos chegar tarde, e a pedir desculpa porque me esqueci completamente de avisar! A verdade é que chegámos ao hotel perto das duas da manhã, mas fomos recebidos com a amabilidade e a atenção de quem chegou a meio da tarde!

Com o cansaço com que estávamos, a entrada no quarto e a imagem de uma cama acolhedora foi o que nos encantou mais! Ficámos na ala floral e a decoração do quarto estava muito bem conseguida! Os quartos não são enormes, mas têm tudo o que é necessário para uma estadia cómoda e agradável! [De referir que o gel e o creme que disponibilizavam na casa de banho era de uma marca que adoro: Castelbel Porto, e que só de estar a escrever sobre isso, me recordo do cheirinho!]


Na manhã seguinte, acordámos tarde, mesmo no limite para tomar o pequeno almoço, vestimos rapidamente qualquer coisa e descemos. Apesar de estar quase a terminar o pequeno almoço, pedi um pão de sementes, que terminou mesmo quando me ia servir, e imediatamente fizeram o favor de os repor. Em todas as situações, o serviço foi brilhante e prestável!

 

Os espaços comuns do hotel eram muito agradáveis. Piscina exterior, e piscina interior, que não experimentámos porque quisemos aproveitar o pouco tempo que tínhamos para conhecer e explorar a terra em si e os arredores, um bar com uma óptima esplanada, e uma sala de estar.




Passeámos imenso pela terra, fomos a todos os pontos de interesse que por lá existiam, que nos forma recomendados pela Arminda, incluindo edifícios antigos abandonados lindíssimos, carregados de histórias e memórias que mexeram imenso connosco. Passeámos ainda demoradamente pelos jardins do Vidago, onde realmente é possível caminhar por tempos esquecidos completamente embrenhados na natureza!




  






No regresso ao hotel, cansados e desejosos de uma noite bem dormida [já que no dia seguinte tínhamos que estar cedo na Régua para a prova], jantámos no hotel e fomos fazer um último pedido. Seria possível que na manhã seguinte nos servissem o pequeno almoço meia hora antes da hora? A resposta foi positiva  e no dia seguinte, quando descemos, a sala de pequeno almoço estava completamente montada, com tudo à nossa espera! 


Ficámos com vontade de voltar para estes lados, de conhecer mais, de passear mais, de aproveitar mais. São terras com uma enorme beleza natural, onde as pessoas são afáveis e prestáveis, onde sentimos que nos recebem bem porque gostam do que fazem. Obrigada Odisseias!

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