#59 Solidariedade | Eu sou por estas campanhas!


Hoje em dia é comum ouvirmos as pessoas a recusarem colaborar em campanhas de angariação. Sejam elas de fundos, de alimentos ou do que quer que seja, a verdade é que cada vez há mais solicitações, mais campanhas, mais pedidos. Se será apenas porque cada vez se trabalha mais na área social ou será fruto da crise, não sei, mas apesar de considerar que devemos triar as acções em que nos envolvemos e colaborar nas que sentimos que nos fazem mais sentido, continuo a ser a favor de ajudar! Durante anos, enquanto escuteira, colaborei activamente em diversas acções de solidariedade social. Fiz peditórios à porta de supermercados tantas vezes que lhes perdi a conta. Acreditem que regra geral, nas alturas em questão, tinha zero vontade de sair de casa para ir para a porta de um supermercado pedir a quem ia às compras que comprasse alguma coisa para doar. Mas sempre fui, e sempre fique muito feliz e muito concretizada com os resultados. Porque apesar de haver muitas pessoas que diziam que não, que passavam ao largo para não terem que nos encarar e dizer que não tinham trazido nada, havia outras que não compravam apenas uma coisa, mas traziam sacos cheios. Pessoas que provavelmente até contavam cada cêntimo para fazer as suas próprias compras, mas naquele momento, optavam por deixar de comprar uma coisa supérflua para poderem dar uma coisa de primeira necessidade a quem precisava. E isso meus caros, enche o coração!


Nos dias 4, 5 e 6 de Março, a Missão Continente, em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, levou a cabo uma acção em mais de 400 lojas Continente e Meu Super e contou com mais de 6000 voluntários, entre membros da Cruz Vermelha Portuguesa, colaboradores do Continente e do Meu Super, em que angariou o equivalente a 200 mil refeições, que serão distribuídas por cerca de 10.000 famílias, que correspondem a aproximadamente 30.000 pessoas com carências alimentares em território nacional. 


Eu deveria ter participado na acção, no Continente da Amadora, no dia 4, mas foi o dia da minha cirurgia, pelo que não consegui.

Os portugueses demonstraram, uma vez mais, o seu espírito solidário e ofereceram produtos como enlatados, leite, açúcar, sal grosso, bolachas, papas lácteas para bebé, café solúvel, chá (saquetas), cereais, arroz, massa, entre outros bens essenciais, tão importantes para milhares de famílias que se encontram em dificuldades.

A Missão Continente e a Cruz Vermelha Portuguesa agradecem o apoio de todos os portugueses que contribuem na luta contra a fome.

Para grandes causas, grandes missões

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