Ser mãe não se aprende em lado nenhum!

Ser mãe é difícil. Não nascemos ensinadas e temos que confiar na nossa intuição e acreditar que ela não nos falha. Mas o pior, é que nunca temos a certeza de estar a fazer tudo bem, a tomar as decisões acertadas, a fazer o que é melhor para as nossas crias. Ser mãe é provavelmente a profissão mais difícil do mundo, e não há formação que nos ajude, não há curso superior, mestrado ou doutoramento.

Ser mãe é viver no fio da navalha. Nunca mais ter certezas, nunca mais conseguir pensar só e apenas em nós, nunca mais dormir uma noite descansada. Ser mãe é não poder simplesmente fazer o que nos apetece. 

Tudo o que uma mãe quer, é ter a certeza que está a tomar as decisões certas, a ralhar no exacto momento em que deve, a abraçar e acarinhar sempre vê nos filhos essa necessidade, a educar para que um dia, aqueles seres pequeninos e dependentes, se transformem em adultos justos, educados, correctos, com valores e a saber tomar as decisões certas para a sua vida.

E eles vão crescer, mas vão tomar decisões erradas, e nós, mães, não podemos fazer nada. Temos que nos limitar a assistir, na bancada da maternidade, e estar a postos para ajudar a apanhar os cacos e a pegar-lhes ao colo quando precisarem. Por mais que uma mãe tente, nenhum filho vai ouvir os seus conselhos, ou as suas opiniões. Por mais que uma mãe tente, não vai conseguir evitar que as decisões erradas sejam tomadas. É a bater com a cabeça que se aprende, e a verdade é que não adianta tentarmos pôr-lhes um capacete para a vida. [A minha mãe tentou, provavelmente a minha avó também, e todas as outras, mas não conheço nem uma que tenha conseguido!]

Se dependesse de mim, os meus filhos nunca iam crescer. Iam ficar sempre pequeninos, protegidos do mundo, protegidos da vida, comigo a tratar das feridas e das nódoas negras, e dar mimos e a pegar ao colo. Sempre debaixo da minha saia, sempre nesta bolha maternal que impede que algo de mau lhes chegue. Pelo menos, no que eu posso controlar. 

Ser mãe deve ser a tarefa mais difícil que uma mulher tem na sua vida. O desejo de fazer tudo correcto está sempre no topo das prioridades, mas é a vida que se encarrega de nos mostrar se estamos a seguir bem o guião. Não há manual para ser mãe! Não há um guia ou uma sebenta com as directrizes que devemos seguir. Há um suceder de situações sobre as quais temos que tomar decisões rápidas, muitas vezes sem sequer termos muito tempo para as amadurecer. Um dia, tenho a certeza, vamos parar, olhar para trás, e pensar que podíamos ter tomado decisões diferentes, que podíamos ter reagido de formas diferentes. Porque não há mães perfeitas, mas ser mãe, é em si, uma perfeição!

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