Pela luta contra o Cancro da Mama!

O Cancro da mama atinge cada vez mais mulheres um pouco por todo o mundo. Todas conhecemos um caso, ou dois ou três em pessoas próximas, todas conhecemos os casos de figuras públicas mais mediáticas que dão que falar, todas esperamos que não chegue o dia em que nos toca a nós! A verdade é que se formos pela lei das probabilidades, o risco de desenvolver cancro da mama ao longo da vida é de 1 em 11 em Portugal. Quem nos diz que não somos essa número 1 em cada 11?

O cancro da mama é o cancro mais comum nas mulheres. Embora as causas exactas sejam desconhecidas, há factores de risco conhecidos que podem aumentar a probabilidade de vir a ter um cancro da mama, sendo o aumento da idade um deles. 80 por cento de todos os tipos de cancro da mama ocorre em mulheres com mais de 50 anos. Quanto mais avançada a idade, maior o risco. Apesar disto se traduzir na tal estatística de que 1 em cada 11 mulheres em Portugal desenvolverá cancro da mama em algum momento da sua vida, também nos diz que 10 em cada 11 mulheres não irão desenvolver cancro da mama ao longo da vida. 


Numa tentativa de chamar a atenção da população para as desigualdades verificadas a nível nacional, tornar o acesso mais equitativo para todas as mulheres e sensibilizar para a importância do rastreio como forma de prevenir o Cancro da Mama, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lançou a Petição “Pela Equidade no Acesso ao Rastreio, Diagnóstico e Tratamento das mulheres com Cancro da Mama”. Esta Petição será entregue na Assembleia da República em Fevereiro de 2016, e pretende atingir os seguintes objectivos: 

1. O acesso equitativo ao programa de rastreio de base populacional do Cancro da Mama em todo o país; 

2. A garantia de que, em casos de suspeita clinicamente demonstrada, exista acesso em tempo útil a um serviço hospitalar com capacidade de diagnosticar e tratar os doentes; 

3. A garantia de acesso aos melhores tratamentos disponíveis, nomeadamente os mais inovadores e eficazes, nas mesmas condições que nos outros países da União Europeia e sem discriminação geográfica nacional. Isto inclui acesso a cirurgias, radioterapia e medicamentos de comprovada eficácia, conforme recomendações internacionais, dentro dos tempos clinicamente estabelecidos; 

4. Garantia de que os doentes tenham acesso a toda a informação existente sobre o cancro, nomeadamente: hospitais, serviços, especialistas, medicamentos, meios complementares de diagnóstico, investigação científica, apoios sociais e toda aquela que julguem relevante ou importante para o seu caso particular; 

5. Os cidadãos, doentes ou familiares possam ter voz activa nas decisões públicas sobre o Cancro. 


Com a entrega da Petição, 

“a LPCC pretende que os deputados eleitos à Assembleia da República discutam o tema do Cancro da Mama, criem um grupo de reflexão sobre o Cancro em geral, em sede de Comissão Parlamentar de Saúde, e encontrem um consenso, produzindo uma recomendação ao Governo para que coloque a luta contra o Cancro uma prioridade nacional. O Cancro da Mama é um problema de Saúde pública e, enquanto instituição de apoio ao doente oncológico, queremos garantir que as mulheres de norte a sul do País têm os mesmos direitos”
explica Francisco Cavaleiro de Ferreira, Presidente da LPCC.

A petição pode ser assinada aqui  e conta com a ajuda dos embaixadores na sua divulgação e apoio, apelando à colaboração de todos os portugueses para chegar às 50 mil assinaturas, objectivo a atingir nesta iniciativa. Actualmente, surgem 6 mil novos casos por ano, 16 novos casos por dia. Apesar de não ser dos cancros mais letais, o Cancro da Mama continua a ter uma alta incidência e uma taxa de mortalidade elevada, sobretudo nas mulheres. O exame clínico e as mamografias são meios para um diagnóstico precoce e podem salvar muitas vidas. 


Vamos todos assinar? Assinem e partilhem esta informação! Quanto mais pessoas assinarem, maiores resultados podemos obter! Por todas nós!

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