Correr, sofrer, superar!

Já escrevi várias vezes por aqui que para mim, correr [ainda] é sofrer! Já escrevi várias vezes também, sobre a decisão que tomei na Meia Maratona de Lisboa, de que nunca mais volto a participar em corridas sem treinar, mas aparentemente, ainda não me apeteceu cumprir a promessa, por isso no domingo passado, voltei a marcar presença numa das corridas que mais gosto de fazer, a Corrida do Tejo.
Não corria desde o Oikos Desafio 100, e limitei-me a participar de dois dos treinos organizados pela própria Corrida do Tejo, que tenho que reconhecer, surtiram os seus efeitos! Para começar, foram treinos muito bem estruturados, com aquecimento, corrida e alongamentos. Tudo aquilo que deveríamos fazer sempre que corremos, mas que na maioria das vezes não fazemos! Depois, tiveram duas enormes vantagens! Os treinos organizados disponibilizaram aos atletas, mediante inscrição ou por ordem de chegada [conforme a marca], a disponibilização de equipamento de teste, como sejam meias de compressão da Compressport e ténis de corrida da New Balance.


Começo pelas meias! Tenho umas meias de compressão desta mesma marca há uns 2 anos, do modelo R2, que penso que era o que havia no mercado na altura. Costumo ser um pouco céptica em relação a estas coisas, mas o facto é que basta experimentar uma vez para sentir imediatamente os resultados. Esta tecnologia favorece o retorno venoso, fazendo com que a sensação de cansaço seja minimizada, pois os músculos são mais oxigenados durante o esforço físico. Desta vez, testei o mais recente modelo da marca, o Pro R2 Swiss. Aparentemente o efeito é equivalente, mas em termos de conforto não há qualquer ponto de comparação! São mais finas, mais maleáveis, mais confortáveis! Mais fácil de calçar e descalçar, e mais imperceptíveis durante o treino. Gostei mesmo deste novo modelo, e se ainda não usam meias de compressão e pensam adquirir, gastem mais 10€ mas comprem estas! A única desvantagem [para quem gosta de colorido] é que a gama de cores disponível é bastante inferior, mas pessoalmente, as minhas são brancas, pelo que não haveria qualquer problema!

Sobre os ténis, ou sapatilhas de corrida, como preferirem, experimentei o modelo Vazee Pace, para passada neutra. Não sendo o modelo mais adequado para a minha passada, pois sou pronadora, fiquei muito bem impressionada com eles! Em primeiro, porque estou habituada a correr com ténis de inverno, e o facto de experimentar uns de Verão, fez de facto diferença. Os pés não aquecem, diminui a transpiração, o atrito, e claro que assim, aumenta o conforto! Quando os testei pela primeira vez, lembro-me da sensação de entrada de ar ao levantar o pé do chão, e de como essa sensação sabe bem! E apesar destes ténis não serem os mais adequados para passada neutra, como eu não sou muito pesada, não preciso de muito amortecimento, pelo que me senti mesmo muito confortável com eles!
Parabéns a ambas as marcas por se associarem a esta iniciativa, proporcionando testes de equipamento aos participantes, pois realmente parece-me que não há melhor forma de escolher do que experimentando!

No dia da corrida, como sempre, custou-me imenso acordar e sair de casa. Saí, e fui, mas com cara de poucos amigos e poucas palavras, como quase sempre. A chegada ao recinto não melhorou a coisa, e até começar a correr, fui sempre mantendo o mesmo estado de espírito. Excepção feita ao momento em que me tiraram a foto acima, que deve ter sido dos poucos momentos em que sorri! Foi quando comecei a correr, como sempre,  que comecei a descomprimir e a aliviar este grande mau feitio que me é tão característico! Corro quase sempre em silêncio, como forma de controlar o esforço, e principalmente nos primeiros quilómetros em que ainda me estou a habituar ao ritmo. E se há muito quem pense que esta corrida é fácil, porque é na marginal, o pessoal distrai-se com a vista e lá vaio correndo, desenganem-se! Logo aos 2km e pouco, a subida do Estádio Nacional dá cabo das pernas a qualquer um, e custa bastante a fazer! Verdade seja dita que, após esta subida, e apesar de haverem outras, o percurso é mais ou menos tranquilo e é mesmo uma questão de aguentar até ao fim! O outro ponto crítico, pelo menos para mim, são os últimos 800m. E não, não tem subida ou dificuldade nenhuma em especial, mas passa pela meta, e implica ir dar a volta a uma rotunda e voltar para trás. Aqui, é única e exclusivamente o psicológico que domina, e o facto de passar pela meta mas não a cortar pesa e pesa bem!

 
 
 
A minha prestação não foi brilhante, mas para mim, para a minha média de corridas e para os meus treinos,  foi excepcional: 1h13m43s de chip! Nada mau! Tenho a certeza de que se tivesse treinado um bocadinho, fazia menos tempo sem qualquer dificuldade, e hei-de lá chegar! Desta vez, dei-me mal com algum do meu equipamento, embora durante a corrida não tenha notado nada de especial. Ao chegar a casa, percebi que tinha ficado com os pés em péssimo estado, com uma unha a cair e feridos, por ter corrido [penso eu] com os meus Nike Lunarglide que são indicados para Inverno e que me sobreaqueceram os pés. Quando me despi, percebi também que o top Susana Gateira [todos os meus tops de desporto são desta marca e têm uns 10 anos], me magoou no peito em vários sítios, e fiquei cheia de pequenos arranhões e feridas! Parece-me que tenho mesmo que rever este ponto, e encontrar soluções mais adequadas!

Relativamente à organização, nada tenho a apontar, pois considero que quer nos treinos quer no dia da corrida esteve tudo impecável! Só fiquei com pena, de não ter havido testing zone também no dia da corrida!

Deixo um agradecimento aos fotógrafos presentes na corrida, a quem deixo os créditos de algumas das fotos deste post: Correr Lisboa, CronoPhoto, Astrodeck Studio, e Portugal Running.

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