Última hora

Esta semana estou de férias. Do trabalho número 1, porque o número 2 é a nossa empresa e dessa nunca podemos tirar férias. Hoje tinha planeado estar metade do dia na empresa, e a outra metade em casa, a arrumar 1001 coisas que tenho para arrumar, e a organizar outras 1001. A ideia era levá-los à creche e ir para o atelier, e depois do almoço agarrar-me às tarefas domésticas. 

Acordámos tarde. Deixámo-nos ficar mais um bocadinho na cama. Esquecemos que temos muito em que pensar, muito que fazer e fizemos de conta que nem sequer temos filhos, que somos só nós os dois. Quando finalmente nos levantámos, fomos para baixo em silêncio e tomámos o pequeno almoço. Só os dois. Tranquilamente e sem pressa. 

Voltámos para cima, para acordar os miúdos, mas a respiração pesada mostrou que dormiam profundamente. Em vez de os acordar, tapei a Carolina, aconcheguei o Daniel, e decidi mudar os planos. 

Hoje não os levo à creche! As coisas de trabalho que tenho para fazer, faço-as durante a sesta. O resto? Vou fazendo, ou fica por fazer! Quero lá saber! Hoje não os levo à creche! Deixo-os dormir até quererem, acordar devagar, encho-os de mimos e ficamos aqui os três! À hora do almoço o papá volta e almoçamos os quatro. Durante a sesta trabalho um bocadinho e à tarde, se não chover, vamos ao parque! Hoje não os levo à creche, porque eles também têm direito a gozar dias de férias, dias em que se quebra a rotina e se faz só o que apetece!

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