Dia Mundial da Prematuridade

Tenho passado o dia de voz embargada, de lágrimas nos olhos... A cada reportagem que leio, cada vídeo que vejo, cada fotografia que me aparece nas redes sociais, estremeço e sinto o frio na barriga, que sentia em permanência, há cerca de 29 meses atrás!
Não sei se ainda são as hormonas da amamentação, não sei se é o facto de ter acompanhado a história da pequena Gui, não sei se foi da entrevista que a Andreia me fez no sábado ao final do dia... Mas este ano, o Dia Mundial da Prematuridade, está de facto a mexer comigo!

Guardo até hoje no telemóvel algumas imagens dos meus filhos recém nascidos. Não são aquelas em que estavam na incubadora, ligados e milhentos fios, minúsculos, rodeados de apitos, luzes... Essas tenho-as guardadas, até porque foram as primeiras imagens que vi deles, mas não faço questão de as rever.

Passei dois dias acamada depois dos meus filhos nascerem. Via-os através das fotografias que o pai tirava com o telemóvel. Quando finalmente, de cadeira de rodas, consegui chegar ao serviço de neonatologia, não descansei enquanto não os tiraram da incubadora. Queria pegar-lhes, senti-los, cheirá-los, dizer-lhes que estava ali! Eu pude pedir que os tirassem, e eles puderam sair! 



Considero que devo ter sido das mães de prematuros com mais sorte, pois o internamento foi relativamente curto, e não houve nenhuma complicação de saúde com nenhum dos dois! Porque a prematuridade, como quase tudo na vida, tem dois finais possíveis. Eu tive a sorte de viver o final feliz!

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