Moralizar ou não, eis a questão!

Depois de uma crise de fúria por causa de um brinquedo, em que o Daniel encheu a cabeça da irmã de palmadas, peguei nele, e sentei-o de castigo no sofá. Ficou sentido, a chorar, com ar de infeliz, enquanto eu dava beijinhos na Carolina e a consolava - ela chorava desalmadamente dizendo que o mano tinha batido na cabeça.

Passado uns minutos, ele levantou-se do castigo e veio ter comigo:

"- Mamããã...
- Diz filho - respondi de cara séria;
- Olá! - que é o que ele diz quando quer quebrar o gelo!
- Olá filho. A mamã está triste contigo... Tu bateste na mana?
- Xim...
- Pois bateste. E a mamã ficou triste. Fizeste doi-dói na mana, e a mana ficou a chorar. A mamã não gosta que tu faças essas coisas. A mamã gosta mais...
- Mamããã! Olha!!! Luuuuuuuu - enquanto apontava para um dos candeeiros da sala.
- Sim filho. É a luz. Mas a mamã estava a dizer...
- Mamããã! Olha! Ôta! Ôta luuuuuuuu!
- Sim filho é outra luz! Mas a mamã estava a falar contigo...
- Mamããã!!! Maixxxx! Maixxxx luuuuuuu"

E com um ataque de riso que não passou despercebido, desisti de moralizar uma criança de 23 meses que está fechada em casa desde 6a feira! Haverá certamente mais oportunidades.

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