Vigília

Depois de mais uma noite inteira em constante vigília, é assim que me sinto permanentemente durante todo o dia. Sozinha com dois bebés, um doente outro não. Um que quer brincar, quer atenção, tem energia e não percebe porque não sai à rua há tantos dias. O outro que quer dormir, quer colo e mimo, não quer brindeiras, nem barulho, nem quer saber de chove ou se faz sol.

A privação de sono começa a toldar-me seriamente a capacidade de ser eu. Sinto-me exausta, dói-me a cabeça, sinto-me à beira de um ataque de nervos. Perco a vontade de comer, de soltar o cabelo, de cuidar de mim. À beira de uma das semanas que sei que vai ser das piores dos últimos tempos, a energia para a enfrentar é nula. Sinto-me apenas um pequeno e amarfanhado farrapo humano.

O Sol desafiante, brilha em todo o seu esplendor no céu azul. 

A tosse constante e muito intensa não a deixa dormir... Nem sequer descansar. Algumas vezes obriga-a a vomitar tudo o que comeu. Oiço-a durante a suposta sesta, através do intercomunicador sempre ligado. Desiste de tentar dormir e intervala a tosse com algumas palavras. 

De cada vez que a minha cabeça tende a cair sobre o peito, rendida ao cansaço, a tosse desperta-me num novo sobressalto. A vigília continua. 

1 comentário:

Lena disse...

Olá!
A não ser o facto de ser fim de semana, quando um irmão está doente em principio não há razão para o outro ficar em casa. Se puderes ensina-os a terem vidas independentes desde já, levando à escola o que está bem de saúde.
Acredita que se habituam e se torna natural se assim.
As melhoras.