Acessibilidade (ou falta dela!)

No domingo da semana passada, como vos disse aqui, andámos a passeio por Lisboa. Entrámos em meia dúzia de lojas, e particularmente na Rua Garrett, onde muitas das lojas têm dois pisos, verificámos que não havia elevador. Mais do que os carrinhos de bebé, e as pessoas de cadeira de rodas? As ruas têm poucas ou nenhumas rampas, as lojas limitam-se a receber as pessoas nos andares inferiores, e não há alternativas. Será que apenas pessoas sem qualquer limitação de mobilidade é que podem passear, fazer compras...?

O facto é que até andar com dois carrinhos de bebé para todo o lado, ou em alternativa com um enorme em que vão os dois, nem reparava nestes pormenores. São pequenas coisas, que nós são alheias, e nas quais nem sequer pensamos... Até que um dia nos fazem falta! 

Até hoje, a maior limitação que encontrei, foi (pasmem!) no centro de saúde! Ir sozinha, com os miúdos à vacina, sem sequer saber que não havia rampa, e deparar-me com uma escadaria enorme, intransponível. Há, porém, um elevador para cadeiras de rodas, menos mal seria, se algum dia tivesse funcionado (o que não aconteceu!).

Mas do passeio de domingo, duas notas que me marcaram:

Nota positiva, à Nike, que tem elevador!
Nota negativa, ao Imaginarium, que sendo uma loja para crianças, tem inclusivamente a caixa de pagamento no piso superior, ao qual se acede por uma imensa escadaria.

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