Mamã Convidada - Rubrica 1


Hoje estreamos a rubrica "mamã convidada"!

Esta rubrica será sempre publicada à 6ª feira, e pretende ser um artigo sobre maternidade. Pode ser escrito por recém-mamãs, como por mães de longa data ou até avós! Ou até por papás, ou avôs!
A periodicidade será semanal. A primeira mamã é a Helena Gouveia, uma leitora que não conheço pessoalmente, mas que me contactou directamente para troca de impressões. E se a ideia da rubrica já andava por aqui a marinar... com o contacto da Helena ficou completamente "cozinhada"! Fiquem com este pequeno momento de partilha, um pedacinho da vida de mamã da Helena!


"Tens um bebé...tens um bebé... " São 3 da manhã do dia 19 de Junho de 2012. Ás 18,20 do dia anterior tinha nascido o meu príncipe Francisco. Eram 3 da manhã e olhava para ele a tentar reconhecê-lo, reencontrá-lo após 9 meses de cumplicidade. Durante 9 meses nunca me senti sozinha, foi um sentimento inesquecível. Tive quase todos os sintomas de uma grávida: cansaço, muitos, mas muitos enjoos e alguns desejos...digamos que hoje em dia a visão de comer marshmallows com batatas fritas é aterradora, mas há 5 meses atrás foi um manjar dos deuses!
Muitos sustos também ao longo destes 9 meses: uma translucência na nuca do bebé alargada o que poderia indicar problemas genéticos, como trissomia 21, por exemplo, o que me obrigou a fazer uma amniocentese. "Está tudo perfeito e o seu bebé é um menino! " - nunca senti um alívio tão grande na minha vida.No 3 trimestre, diabetes gestacional, muita dieta, coisa que nunca tinha feito na vida porque sempre fui muito magra, mas mesmo assim, 20kg depois, nasce o Francisco! Sendo mãe pela primeira vez, queremos sempre fazer tudo "by the book": parto natural, aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses...mas acabei por fazer uma cesariana electiva, não por conveniência, mas porque tinha um bebé com percentil 95 que teria muita dificuldade em sair. Não fazia ideia do preconceito que outras mães têm com quem faz cesarianas. Senti que era menos mãe por isso devido aos comentários e olhares que fui recebendo nas ultimas semanas antes do parto. Mas depois do Francisco nascer, com 4,680kg (!!!!), deixei esse sentimento para trás. Tinha nascido um bebé lindo sem qualquer sofrimento para ele, e isso era o principal. Depois chegou a hora de comer! Desde os 5 meses de gravidez que produzia colostro em abundância e quando a subida do leite aconteceu, toda eu transbordava em leite, dia e noite...e continuo assim até aos dias de hoje. Mas o Francisco, desde que nasceu foi perdendo peso e mais peso... Já não sabia o que fazer, ele mamava de hora a hora, sempre cheio de fome... Fomos ao pediatra, a solução é introduzir suplemento no final das mamadas.. Mais uma vez me senti incompleta como mãe e fiquei um pouco em baixo com tudo isto, juntamente com o cansaço das noites e dias non stop. Mas depois, cheguei à conclusão que pode ter faltado a estrutura para um parto natural ou o leite materno como único alimento, mas nada disso é importante porque há algo que não faltará: muito, muito amor !Hoje, contam-se as horas de sono, quando acho que já criei uma rotina que funciona e ele já não chora tanto, lá "temos" uma recaída, como a dos últimos dias, com muito, muito choro... Mas depois, quando "ficamos" mais calmos, um sorriso compensa tudo!"

1 comentário:

Fruta da Época disse...

Que ideia gira!!
Adorei o texto da Helena.